sábado, 4 de agosto de 2012

Nossos Caminhos


Naquele dia marquei com o John no centro da cidade. Ele precisava encomendar os anéis do casamento, aproveitei e comprei uma aliança para firmar noivado com Carolina. Já estávamos juntos há quase seis meses, morávamos juntos, porque não casar?  Embora o John estivesse me dando pressa pois estava em horário de trabalho, conseguimos fazer boas aquisições. Durante o jantar no apartamento de Alexia, faria o pedido oficial. 



 Estava terminando de me arrumar no quarto quando a campainha tocou. Esperei que Carol abrisse a porta e em poucos minutos ela entrou no quarto falando:
- Edward, tem uma pessoa ai que quer falar com você... – Notei que Carolina falava com a voz meio tristonha.
- Quem é?
- Melhor você ir... 



Fui com Carol até a sala, e para minha surpresa avistei Marina brincando com Rufus.
- Marina? O que faz aqui? – Perguntei surpreso.
- Oi Edward! O Rufus está lindo!
- Tem a Lassie também, mas ela deve estar dormindo na casinha que tem no quintal... Se quiser eu chamo! – Carol foi prestativa.
- Não precisa, Carol! Obrigada! – Marina respondeu.



- Edward, eu vim me despedir...  Acho que comentei com você sobre a minha viagem pra Paris.
- Ah! Claro que lembro! Mas já?
- É... Parece que o dono do Restaurante está bem contente com meu trabalho, mas não quero ficar muito tempo lá. Sunset Valley é meu lar!
- Em breve a gente tá se mudando também. Poxa! Você podia ter me ligado antes, meus pais estão na cidade, a gente marcava pra jantar.
- Não quis fazer alardes... Eu vim também por outros dois motivos... 



- Outros motivos? – Indaguei.
- Se você quiser, eu posso ir lá pra dentro. – Carol se propôs.
- Não precisa, Carol! O que eu tenho pra falar não é algo que você não possa saber.  – Ela sorriu. – Edward, eu vim te pedir para entregar uma carta minha pra Claire quando for para Sunset Valley. Pode ser?
- Ah! Pode sim!
- Eu tentei ligar pra ela, mas a Leandra, filha dela, está meio adoentada... Ela deve ter ido ao hospital... 



Marina veio até nós e entregou a carta, que guardei no bolso da calça.
- E o outro motivo é um “pedido de desculpas”. – Marina falou.
- Como assim? – Indaguei.
- Eu vim te pedir desculpas por ter tentado te beijar naquela noite que vim aqui.
- Ah... Sem problemas, Marina! – Respondi constrangido. Eu havia contado a Carol, mas Marina falar na frente da minha namorada, era bem esquisito.
- Aliás, vou aproveitar pra te agradecer por ter sido tão importante na minha vida e por, mesmo que indiretamente, ter feito com que eu reconhecesse quais os verdadeiros valores que a vida tem! 



- Não foi nada, Marina!
- Aliás, quero parabenizar a Carol por ser uma mulher incrível e dizer que vocês formam um casal belíssimo.
- Obrigada! – Carol agradeceu.
- Bem... Eu vou indo... Tenho de ir ao restaurante me despedir do pessoal e ir pro aeroporto. Deixa um beijão pros seus pais e diz ao John que desejo tudo de bom pra ele.
- Pode deixar.



Dei um abraço em Marina. Um abraço apertado. Eu sabia que ainda tinha dentro de mim um leve resquício de amor, ou de um outro sentimento qualquer, mas era a hora de sermos felizes, cada um da sua forma. 



Levei Marina até a porta e voltei para a sala. Carol me aguardava.

- Tem certeza que fez a escolha certa? – Carol perguntou com um sorriso.
- Tenho absoluta certeza...
- Olha lá!
- Tenho tanta certeza que resolvi te fazer uma surpresa... 



- Surpresa?
- Eu ia lhe entregar mais tarde, mas acho que o momento é a melhor.
- Cadê?  - Ela perguntou impaciente.
- Espera um minuto!  



Ajoelhei-me em frente a Carol.
- Carolina Suzart, você é a mulher mais incrível de todo mundo! Seja me fazendo sorrir... Seja conversando sério... Seja até mesmo na hora do sexo. Você é uma mulher incrível, e eu não quero te perder nunca. 



Puxei a aliança que estava em uma caixa em meu bolso e falei:
- Você aceita se casar comigo e manter esse casamento para todo o sempre?
- É claro que eu aceito, meu amor! Meu anjo! Meu sonho! 



Beijei minha noiva.  Eu sabia que havia feito a escolha certa... Assim como Marina e como Carol também sabiam... Eu sabia que a minha felicidade estava no seu auge, e que a partir daquele dia, a minha vida seria plena ao lado da mulher que eu amo... Da mulher que eu escolhi para ser a MINHA esposa, a MINHA mulher, a MINHA vida. 



E o jantar? Bem... Apesar do telefone tocar insistentemente a noite inteira, nós resolvemos fazer outra coisa mais agradável do que ir jantar... Algo que prefiro chamar de amor.