Naquele
dia marquei com o John no centro da cidade. Ele precisava encomendar os anéis
do casamento, aproveitei e comprei uma aliança para firmar noivado com
Carolina. Já estávamos juntos há quase seis meses, morávamos juntos, porque não
casar? Embora o John estivesse me dando
pressa pois estava em horário de trabalho, conseguimos fazer boas aquisições.
Durante o jantar no apartamento de Alexia, faria o pedido oficial.
Estava terminando de me arrumar no quarto
quando a campainha tocou. Esperei que Carol abrisse a porta e em poucos minutos
ela entrou no quarto falando:
- Edward,
tem uma pessoa ai que quer falar com você... – Notei que Carolina falava com a
voz meio tristonha.
- Quem é?
- Melhor
você ir...
Fui com
Carol até a sala, e para minha surpresa avistei Marina brincando com Rufus.
- Marina?
O que faz aqui? – Perguntei surpreso.
- Oi
Edward! O Rufus está lindo!
- Tem a Lassie
também, mas ela deve estar dormindo na casinha que tem no quintal... Se quiser
eu chamo! – Carol foi prestativa.
- Não
precisa, Carol! Obrigada! – Marina respondeu.
- Edward,
eu vim me despedir... Acho que comentei
com você sobre a minha viagem pra Paris.
- Ah!
Claro que lembro! Mas já?
- É...
Parece que o dono do Restaurante está bem contente com meu trabalho, mas não
quero ficar muito tempo lá. Sunset Valley é meu lar!
- Em breve
a gente tá se mudando também. Poxa! Você podia ter me ligado antes, meus pais
estão na cidade, a gente marcava pra jantar.
- Não quis
fazer alardes... Eu vim também por outros dois motivos...
- Outros
motivos? – Indaguei.
- Se você
quiser, eu posso ir lá pra dentro. – Carol se propôs.
- Não precisa,
Carol! O que eu tenho pra falar não é algo que você não possa saber. – Ela sorriu. – Edward, eu vim te pedir para
entregar uma carta minha pra Claire quando for para Sunset Valley. Pode ser?
- Ah! Pode
sim!
- Eu
tentei ligar pra ela, mas a Leandra, filha dela, está meio adoentada... Ela
deve ter ido ao hospital...
Marina
veio até nós e entregou a carta, que guardei no bolso da calça.
- E o
outro motivo é um “pedido de desculpas”. – Marina falou.
- Como
assim? – Indaguei.
- Eu vim
te pedir desculpas por ter tentado te beijar naquela noite que vim aqui.
- Ah...
Sem problemas, Marina! – Respondi constrangido. Eu havia contado a Carol, mas
Marina falar na frente da minha namorada, era bem esquisito.
- Aliás,
vou aproveitar pra te agradecer por ter sido tão importante na minha vida e
por, mesmo que indiretamente, ter feito com que eu reconhecesse quais os
verdadeiros valores que a vida tem!
- Não foi
nada, Marina!
- Aliás,
quero parabenizar a Carol por ser uma mulher incrível e dizer que vocês formam
um casal belíssimo.
-
Obrigada! – Carol agradeceu.
- Bem...
Eu vou indo... Tenho de ir ao restaurante me despedir do pessoal e ir pro
aeroporto. Deixa um beijão pros seus pais e diz ao John que desejo tudo de bom
pra ele.
- Pode
deixar.
Dei um
abraço em Marina. Um abraço apertado. Eu sabia que ainda tinha dentro de mim um
leve resquício de amor, ou de um outro sentimento qualquer, mas era a hora de
sermos felizes, cada um da sua forma.
Levei
Marina até a porta e voltei para a sala. Carol me aguardava.
- Tem
certeza que fez a escolha certa? – Carol perguntou com um sorriso.
- Tenho
absoluta certeza...
- Olha lá!
- Tenho
tanta certeza que resolvi te fazer uma surpresa...
-
Surpresa?
- Eu ia
lhe entregar mais tarde, mas acho que o momento é a melhor.
- Cadê? - Ela perguntou impaciente.
- Espera
um minuto!
Ajoelhei-me
em frente a Carol.
- Carolina
Suzart, você é a mulher mais incrível de todo mundo! Seja me fazendo sorrir...
Seja conversando sério... Seja até mesmo na hora do sexo. Você é uma mulher
incrível, e eu não quero te perder nunca.
Puxei a
aliança que estava em uma caixa em meu bolso e falei:
- Você
aceita se casar comigo e manter esse casamento para todo o sempre?
- É claro
que eu aceito, meu amor! Meu anjo! Meu sonho!
Beijei
minha noiva. Eu sabia que havia feito a
escolha certa... Assim como Marina e como Carol também sabiam... Eu sabia que a
minha felicidade estava no seu auge, e que a partir daquele dia, a minha vida
seria plena ao lado da mulher que eu amo... Da mulher que eu escolhi para ser a
MINHA esposa, a MINHA mulher, a MINHA vida.
E o
jantar? Bem... Apesar do telefone tocar insistentemente a noite inteira, nós
resolvemos fazer outra coisa mais agradável do que ir jantar... Algo que
prefiro chamar de amor.













